quarta-feira, 23 de junho de 2010

Carimbó


Falar em Carimbó é fazer referência à Marapanim Em Marapanim, não se pode falar em cultura sem falar em Carimbó. Em todas as mídias há referências afirmativas de que o Carimbó começou no sítio Santo Antonio, hoje, Maranhão, com a criação da confraria de São Benedito, ligada a Igreja Católica, no final do século XVIII.
“Sendo, a música, preferida pelos pescadores marajoaras, embora ainda não conhecida como Carimbó o ritmo atravessou a baía de Guajará com os pescadores e veio dar em praias do Salgado paraense. Em alguma região próxima às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje. Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Aranquaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero, sendo o primeiro o mais provável deles.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/carimbó).
Segundo o historiador Agripino Almeida da Conceição, o Carimbó teria nascido no Estado do Pará, na localidade de Santo Antônio, hoje Maranhão. A dança era uma homenagem aos primeiros moradores do vilarejo, emigrantes do Estado do Maranhão e teve como berço o município de Marapanim.
As batidas produzidas por tambores feitos a partir da madeira oca, couro de veado ou caititu teso e preso com pregos à uma das extremidades, resultou em um ritmo e som contagiantes que ganharam o nome de Carimbó.
Na localidade de Santo Antônio, o Carimbó teria dado origem a Irmandade de São Benedito, que era responsável por festas religiosas e profanas. Mais tarde, esta irmandade sofreu ruptura, abrindo espaço para o surgimento da Irmandade de São João Batista, que aderia, como parte profana, ao Boi-Bumbá, iniciado exatamente pelos maranhenses nômades.
Alguns historiadores, inclusive o antropólogo Vicente Salles, dizem que o Carimbó surgiu da necessidade que os negros sentiam de compensar as horas extenuantes de trabalho, daí terem criado o canto do trabalho, em que faziam referência aos tipos naturais de seu dia-a-dia. De acordo com o estudioso, o canto era uma alternativa lúdica de fuga da dura realidade, desenvolvendo naquele povo a suprema vontade de se divertir e transformar as músicas em ritmo de dança.
Na concepção de Vicente Chermont, o Carimbó é o tambor e não a dança. Posteriormente, os nossos caboclos adaptaram o nome do tambor à dança que permanece como tal até hoje. Mas é, também, relevante a informação de José Veríssimo quando afirmou que, em 1880, a dança do Gambá ou Tambores de Gambá, era formada por dois tambores, feitos em madeira escavada, tendo numa das extremidades um couro entesado para produzir sons. Como se pode perceber, nada foi acrescentado na atual formação dos conjuntos de Carimbó, que ainda contam com Joaquim Amoras Castro. (tem que dizer quem é pq é citado aqui pela 1ª vez)
Com o surgimento da possibilidade de transformação do Carimbó em Patrimônio Cultural Brasileiro não poderíamos nos furtar ao engajamento em defesa desta corrente e de um trabalho paralelo de conscientização das pessoas que fazem parte das raízes desta manifestação folclórica e que são também responsáveis pela preservação deste importante traço cultural de um povo.
Assim sendo, a comunidade de Maranhão, através de sua Associação de Moradores e Produtores – AMPOMAR, tendo por finalidade a revitalização do Carimbó no local, realizou em 2009 o I PARAMARIMBÓ - Pará, Marapanim, Maranhão, Carimbó, um festival de Carimbó que reuniu vários grupos da região da Água Doce em um evento desta dança que vem promovendo a aproximação desses povos.
Marapanim está dividido em duas regiões; região do salgado, com as praias de Crispim, Marudá, Santa Maria, Recreio, Camará e a região da Água Doce, com seus rios e balneários, como o de Vila Maú, Cruzador, Fazendinha, Cipoteua, Pedral, Arsênio, Itacoan, Matapiquara e Abaetezinho.

Um comentário:

Unknown disse...

Ola!

Poderia me indicar algum livro sobre a dança do Carimbó? estou elaborando meu TCC de Artes visuais com ênfase nesse tema.

grata pela atenção.