quarta-feira, 4 de julho de 2012
Na medida em que cidadãos comuns elegem representantes para corpos da atividade estatal e lhes concedem poderes amplos para deliberar sobre assuntos que afetam o bem-estar de todos, tal representação enseja uma responsabilidade singular. O representante deve, para tornar efetivo seu mandato, incito estar em conta, que suas decisões e ações, geradas e conformadas por palavras, a busca do bem comum, evitando a sedução pelo interesse privado e a exploração do cargo para usufruir de privilégios.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A dança dos ratos
Para Ademir Monteiro, nível dos políticos brasileiros caiu, ao mesmo tempo em que falta espírito crítico aos eleitores.
por Congresso em Foco
22/10/2006 00:00
Ademir Monteiro*
Quando criança, recordo, em todas eleições ficávamos com ouvido colado no rádio de pilha (transglobo), quem tinha um era todo parolagem com seu potente meio de comunicação, ouvindo as apurações. Os eleitos, em sua maioria, senhores respeitáveis, tinham muito a acrescentar à vida publica. Era um aprendizado de raro prazer, todos eleitos impunham respeitabilidade, era um prazer ler sobre seu passado público e como viam o futuro do país, do estado, ou do município.
Hoje é triste a constatação da deterioração do caráter humano, e por extensão dos políticos e da administração pública. Foram esquecidos os princípios básicos: imparcialidade, honestidade, moralidade, lealdade às instituições e aos eleitores. Perdemos o referencial ético neste país. Políticos e bandidos transitam de braços dados, mensalões, sanguessugas, não escapa um, nem os evangélicos. Por que tantos bispos (?) candidatos a deputado? Quantos já foram envolvidos em falcatruas?
Acordos preservam a comodidade de alguns governantes, a troca de interesse resulta em nomeações cruzadas, o nepotismo é prática comum. O Legislativo e o Judiciário trocam favores, enquanto bandidos impõem condições de boa convivência às instituições estabelecidas, muitas vezes com aquiescência de governantes. O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho dominam o país, impõem terror à sociedade, bandidos buscam o esconderijo nas eleições tentando alcançar os foros privilegiados, e imunidade parlamentar.
O STJ manda soltar bandidos do colarinho branco. Enquanto a sociedade aprecia estarrecida essa dança de ratos, lhe faltam saúde, educação, segurança e principalmente paz. Pois em nome desta se faz a guerra. Milhares de vidas são ceifadas: crianças, idosos, enquanto fabricantes de armas enriquecem e reuniões de faz-de-conta tentam a paz. A palavra guerra só deveria ser usada para significar uma luta sem trégua contra a ignorância, a fome, as doenças, as desigualdades, a descriminação, a intolerância, a espoliação do homem e a violência contra as mulheres.
Essa situação está posta por falta de uma postura crítica dos eleitores, que trocam seus votos por migalhas e favores, enquanto espertalhões agem como ratos, que na calada da noite invadem as cozinhas dos pobres, roubam-lhes o que lhes restam de alimentos, deixando fezes, urina e doença, trocando de esconderijo para não ser encontrado.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”.
* Ademir Monteiro, 54 anos, é técnico legislativo.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Carimbó

Falar em Carimbó é fazer referência à Marapanim Em Marapanim, não se pode falar em cultura sem falar em Carimbó. Em todas as mídias há referências afirmativas de que o Carimbó começou no sítio Santo Antonio, hoje, Maranhão, com a criação da confraria de São Benedito, ligada a Igreja Católica, no final do século XVIII.
“Sendo, a música, preferida pelos pescadores marajoaras, embora ainda não conhecida como Carimbó o ritmo atravessou a baía de Guajará com os pescadores e veio dar em praias do Salgado paraense. Em alguma região próxima às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje. Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Aranquaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero, sendo o primeiro o mais provável deles.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/carimbó).
Segundo o historiador Agripino Almeida da Conceição, o Carimbó teria nascido no Estado do Pará, na localidade de Santo Antônio, hoje Maranhão. A dança era uma homenagem aos primeiros moradores do vilarejo, emigrantes do Estado do Maranhão e teve como berço o município de Marapanim.
As batidas produzidas por tambores feitos a partir da madeira oca, couro de veado ou caititu teso e preso com pregos à uma das extremidades, resultou em um ritmo e som contagiantes que ganharam o nome de Carimbó.
Na localidade de Santo Antônio, o Carimbó teria dado origem a Irmandade de São Benedito, que era responsável por festas religiosas e profanas. Mais tarde, esta irmandade sofreu ruptura, abrindo espaço para o surgimento da Irmandade de São João Batista, que aderia, como parte profana, ao Boi-Bumbá, iniciado exatamente pelos maranhenses nômades.
Alguns historiadores, inclusive o antropólogo Vicente Salles, dizem que o Carimbó surgiu da necessidade que os negros sentiam de compensar as horas extenuantes de trabalho, daí terem criado o canto do trabalho, em que faziam referência aos tipos naturais de seu dia-a-dia. De acordo com o estudioso, o canto era uma alternativa lúdica de fuga da dura realidade, desenvolvendo naquele povo a suprema vontade de se divertir e transformar as músicas em ritmo de dança.
Na concepção de Vicente Chermont, o Carimbó é o tambor e não a dança. Posteriormente, os nossos caboclos adaptaram o nome do tambor à dança que permanece como tal até hoje. Mas é, também, relevante a informação de José Veríssimo quando afirmou que, em 1880, a dança do Gambá ou Tambores de Gambá, era formada por dois tambores, feitos em madeira escavada, tendo numa das extremidades um couro entesado para produzir sons. Como se pode perceber, nada foi acrescentado na atual formação dos conjuntos de Carimbó, que ainda contam com Joaquim Amoras Castro. (tem que dizer quem é pq é citado aqui pela 1ª vez)
Com o surgimento da possibilidade de transformação do Carimbó em Patrimônio Cultural Brasileiro não poderíamos nos furtar ao engajamento em defesa desta corrente e de um trabalho paralelo de conscientização das pessoas que fazem parte das raízes desta manifestação folclórica e que são também responsáveis pela preservação deste importante traço cultural de um povo.
Assim sendo, a comunidade de Maranhão, através de sua Associação de Moradores e Produtores – AMPOMAR, tendo por finalidade a revitalização do Carimbó no local, realizou em 2009 o I PARAMARIMBÓ - Pará, Marapanim, Maranhão, Carimbó, um festival de Carimbó que reuniu vários grupos da região da Água Doce em um evento desta dança que vem promovendo a aproximação desses povos.
Marapanim está dividido em duas regiões; região do salgado, com as praias de Crispim, Marudá, Santa Maria, Recreio, Camará e a região da Água Doce, com seus rios e balneários, como o de Vila Maú, Cruzador, Fazendinha, Cipoteua, Pedral, Arsênio, Itacoan, Matapiquara e Abaetezinho.
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