segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Inclusão Social

Inclusão Social



• Inclusão Social: um desafio ético

Sem ética não há desenvolvimento.



O desenvolvimento econômico depende do compromisso ético das pessoas, do individuo, das empresas e do governo. Há sim soluções para exclusão social, a receita inclui políticas públicas que dêem prioridade aos desafios éticos, elaboradas para serem agressivas no campo social e acompanhadas por boas políticas de desenvolvimento econômico.

O fato é que vivemos uns momentos tensos, marcados pelo individualismo exacerbado, com perigosas quebras de valores coletivos, comunitários e solidários. . Sempre existe solução com políticas públicas, se a sociedade civil estiver mobilizada para cooperar no desenvolvimento social. Investimentos em saúde, educação e nutrição melhoram a qualidade da população e isso é fundamental para crescer e competir.

Quando não há ética, os indivíduos perdem a fé na sociedade e nas instituições. E, de todas as ações resultantes da falta de ética, nenhuma é mais indigna que a corrupção, que gera impunidade jurídica, degrada a auto-estima, destrói a fé em nós mesmos. É necessário que o crescimento venha acompanhado da ética, pois apenas crescer não bastas. Não há progresso e estabilidade política sem justiça social. O desafio está em combinar a habilidade técnica no campo econômico e social.

A concentração excessiva de riqueza, além de atingir os mais pobres, também tem efeitos danosos sobre os filhos das classes sociais mais abastadas por meio da ameaça do vazio existencial. A desigualdade, ela própria, se apresenta violenta, corrompendo os princípios elementares da dignidade humana, negando em muitos casos acesso a direitos essenciais como alimentação, moradia, educação de qualidade, saúde, trabalho. Para além da dimensão ética e humana, contrária à lógica da acumulação excessiva, há ainda a disseminação do consumismo irresponsável, numa sociedade que apela ao consumo, oferta uma série de oportunidades de bens materiais, mas restringe seu acesso porque não oferece as mesmas oportunidades a todos.
Isso implica em reavaliar valores, restabelecer referências, mas também nos conduz a defender uma sociedade com mais justiça social. Que ela seja menos permeada pelo poder do dinheiro e mais pautada pelo direito da fruição da vida em todas as suas possibilidades, seguindo os mais avançados parâmetros iluministas de nossa ainda recalcitrante, mesmo que tardia modernidade.

A sociedade confina-se em seus sofrimentos particulares em nada ajuda no processo de mobilização social.

Quando chega às eleições, inescrupulosos aproveitam-se da falta de instrução, de educação, e, logo da falta consciência critica, compra-lhes votos, em troca de migalhas e dinheiros suspeitos.

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